Venha participar do Curso de pintura de fios de algodão.Crie suas cores, ousando misturas, provocando as mais sutis nuances. Cores resistentes e estonadas para usar na tecelagem, bordados e tapeçarias.
ministrado por Margret Spohr
Data: 28 de novembro
Horário: das 8h30 às 12h e das 14h ás 18h
Informações pelo (51)32274174 na parte da tarde
MARIA RITA CAMINHOS CULTURAIS
Rua Sofia Veloso,178 Porto Alegre - RS
Curso de Pintura de Fios
Arteterapia na Revista Bons Fluidos
ARTETERAPIA NA REVISTA BONS FLUIDOS. 2009
Descubra-se na arteterapia (da revista Bons Fluidos)A expressão artística é um caminho saudável para entrar em contato com suas emoções.Por Maria Helena PugliesiPor que será que ando tão irritado? De onde vem tamanho desânimo? Onde foram parar a paciência e a compreensão que eu tinha quando era mais jovem? Saiba que respostas para essas inquietações podem surgir durante sessões de aquarela, de cerâmica ou de marcenaria, entre outras práticas manuais. Pelo menos é o que apregoa a arteterapia, uma ciência que tem raízes nos argumentos sólidos dos mestres da psicanálise Freud e Jung, bem como de Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia, e Von Ehrenfels, filósofo vienense precursor da psicologia da gestalt. Todos eles, já no final do século 19 e início do 20 enfatizavam a importância da expressão artística como um caminho saudável para o individuo tomar contato com suas emoções, dificuldades e limitações. “A arteterapia trabalha e transforma nosso estado de espírito de maneira consciente e ativa. Ela possibilita também a descoberta de novas habilidades e capacidades, bem como o desenvolvimento da sensibilidade e de um pensar mais claro, de forma a poder ter uma relação harmoniosa consigo e com o mundo”, explica Dulcinéia Pimentel de Oliveira Montico, coordenadora de arteterapia antroposófica do Espaço Sofia, em São Paulo.
A escolha do material a ser trabalhado geralmente é feita pelo arteterapeuta, que, após avaliar as necessidades e queixas da pessoa, propõe exercícios e atividades especificas que possam ter uma atuação mais fecunda para as situações apresentadas. “Embora exista um consenso na resposta de vários materiais, é fundamental saber que se trata de relações particulares e únicas, onde cada um se expressará à sua maneira frente as cores, formas e texturas”, lembra a doutora em arte Tatiana Fecchio C. Gonçalves, responsável pelo Curso de Especialização em Arteterapia da Universidade São Marcos.
Hoje, muitas escolas de arte incorporaram em seu quadro de professores profissionais com formação em arteterapia, justamente para desenvolver um trabalho mais alinhado com fundamentos da psicologia ou da antroposofia. No entanto, nada impede de praticar essas técnicas em ateliês. “Tenho alunos que vêm aqui por recomendação de seu terapeuta. Modelar a argila ajuda, entre outras coisas, a lidar com a ansiedade e perdas. Afinal, aquela peça que demorou um tempão para ser feita pode não corresponder às expectativas depois de queimada”, arremata a ceramista Nil Rocha, que mantém ateliê nas cidades de Souzas e Campinas, interior de São Paulo. Outra atividade que tem chamado a atenção de quem procura desestressar é a marcenaria. “O trabalho de serrar, lixar, cavoucar a madeira ajuda a lidar com questões sociais. A marcenaria nos permite treinar capacidades anímicas, como a flexibilidade e a paciência, fundamentais no trato com as pessoas”, constata a terapeuta social antroposófica Bettina Irene Happ Dietrich. O professor e marceneiro Piero Calò, que mantém um curso livre de marcenaria na escola Cose di Legno, em São Paulo, enfatiza também o lado lúdico do oficio: “Tenho alunos que há 14 anos freqüentam minhas aulas só para espairecer. São diretores de empresa que buscam um ambiente mais informal, bem diferente do seu dia-a-dia”.
Na realidade, qualquer atividade feita com prazer gera resultados intelectuais e comportamentais positivos. “Por isso, nenhum desses cursos têm contra-indicação. No entanto, quando se trata de problemas mais sérios, em que o indivíduo tem grandes questionamentos, o trabalho deve ser necessariamente acompanhado por arteterapeuta. Não se pode esquecer que a arte é um canal aberto para as emoções e, em casos clínicos graves, lidar com essa manifestação pode agravar o quadro, em vez de melhorá-lo”, diz Maria Alice do Val Barcellos, professora de arteterapia do curso profissionalizante do Instituo Sedes Sapientiae.
Desenho: o traço gráfico, seja feito com giz, lápis, carvão, nanquim, caneta ou grafite, impõe na superfície (papel, parede, etc…) uma linha, cria um limiar entre seus lados, enfim, trabalha com um limite. No entanto, a textura, espessura, ritmo e duração do traço dinamiza a criação. Prática interessante para quem sente dificuldade em impor limites para si e para com os outros.
Pintura: a técnica apresenta desafios, como o preparo das tintas e seu manuseio com os pincéis, a ocupação dos planos a serem preenchidos, bem como as passagens de cores e contrastes. Para obter resultado, mente e corpo devem necessariamente trabalhar juntos. Exercício valoroso para aqueles que precisam lidar no dia-a-dia com decisões rápidas.
Cerâmica: a lida com argila e outras massas de modelar oferece um universo rico em simbologia. A maleabilidade do material remete a importância da flexibilidade na vida. Há ainda a questão da temperatura da massa: sempre fria a princípio, mas que se aquece com o calor das mãos. A queima das peças também ensina a conviver com a expectativa do desconhecido e a aceitar fatos que independem de nossa vontade.
Colagem: a atividade é considerada pelos arteterapeutas como uma importante possibilidade mobilizadora de conteúdos internos. Agregar partes separadas, reorganizar pedaços desconexos, rearranjar os fragmentos (recortes de papel, sementes, cacos de vidro, etc…) estimula a criatividade e alerta para novas possibilidades.
Marionete e fantoche: a construção de personagens é uma ferramenta importante para o autoconhecimento. Trejeitos, posturas e outras características do boneco idealizado pode ajudar seu criador a entrar em contato com aspectos muitas vezes pouco conhecidos de sua personalidade. A atividade feita em grupo propicia horas divertidas e reveladoras.
Marcenaria: cada um dos passos deste artesanato está imbuído de aspectos importantes para nosso comportamento. Ao serrar, por exemplo, lidamos com a retidão; já ao limar, aguçamos nossa fluidez, uma vez que é preciso trabalhar com as duas mãos ao mesmo tempo. Tudo isso requer paciência e respeito às etapas do trabalho.
http://bonsfluidos.abril.com.br/livre/edicoes/0118/14/01.shtml
A arte como terapia
31/10/2009 | N° 2332AlertaVoltar para a edição de hoje IDEIAS
A arte como terapia
A arteterapia é um recurso artístico aplicado em situações terapêuticas Sabe-se que a arte é uma forma de expressão humana desde a Idade da Pedra e que responde a uma necessidade individual e social. O termo “arte” refere-se de modo geral a diversas linguagens artísticas. A atividade pode ser reveladora e proporcionar reflexões e insights.
O termo “arteterapia”, todavia, designa um trabalho de profissionais que utilizam as “artes” como recurso terapêutico. É uma prática que usa os diversos canais expressivos das artes, como música, teatro, literatura, fotografia, dança, expressão corporal e, em especial, as artes plásticas como facilitadores do acesso ao universo simbólico e imaginário do ser humano.
Como se vê, é um campo com especificidade própria e não apenas a junção de conhecimentos de arte e psicologia. É preciso uma formação com corpos teórico e metodológico próprios. Há necessidade de conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos e de cura, com técnicas fundamentadas em conceitos teóricos com vivência pessoal e prática supervisionada por professores capacitados e com experiência na área.
A arteterapia acessa e normalmente abre canais de expressão e elaboração de conteúdos internos, permitindo novas e positivas descobertas, dissolução de conflitos emocionais e psicológicos, sendo indicada para todas as pessoas que tenham sofrimento interno ou que vivenciem doenças, traumas, lutos ou dificuldades na vida. É indicada também para pessoas que desejem ampliar o conhecimento de si e dos outros, elevar sua autoestima, lidar com sintomas de estresse ou para apenas desfrutar do prazer revitalizador do fazer artístico. Com diz Fayga Ostrower, “Criando o homem se recria”.
Tanto adultos, idosos, crianças e adolescentes são beneficiados não só em doenças, mas na promoção da saúde. Nas doenças, a arteterapia atua especialmente quando a linguagem verbal é muito crua e dura para expressar experiências traumáticas e dolorosas. A imagética e a linguagem simbólica e metafórica permitem melhor expressão.
Princípios terapêuticos
A arteterapia difere de outras formas de trabalho com artes, porque tem fins e objetivos próprios, fundamentada em princípios terapêuticos específicos que norteiam a prática artístico-criativa, proporcionando experiências de criação, de autoconhecimento e crescimento pessoal, pelo desenvolvimento da personalidade, sob o olhar e a orientação do arteterapeuta com formação específica.
O eixo de construção da formação do Instituto da Família (Infapa), de Porto Alegre, e da Sedes Sapientiae, de São Paulo, é a abordagem gestáltica, que, em arteterapia, dá ênfase na relação terapêutica em que se percebe reações, privilegia o olhar fenomenológico, enfatiza a relação com o cliente, prioriza a atenção à presença e comportamento verbal e não-verbal do cliente, visa a qualidade do contato, o relacionar-se com o material, as cores e as formas.
Também dirige a atenção para sentimentos, sensações e intuições que conduzem a insights significativos, dando maior valor ao processo criativo em si e menos ao resultado estético da obra. E ainda estabelece uma postura dialógica profunda, levando o cliente a estar presente no aqui e agora.
O papel do arteterapeuta
Nessa abordagem, que pode ser em grupo ou focal, o arteterapeuta serve de guia, facilitador e incentivador da busca, sugerindo experimentos e auxiliando na descoberta de novos caminhos, sustentando que o cliente pode ser agente da própria saúde e encontrar sentidos relevantes de vida. O arteterapeuta não interpreta o trabalho, apenas ouve do cliente o significado que ele próprio encontra, provocando e incentivando sua verbalização.
Impossível, no entanto, falar em arteterapia sem revermos brevemente a sua história no Brasil e no mundo. Surgiu nos Estados Unidos como profissão após a Segunda Guerra Mundial, iniciada por Margareth Naumburg, professora de arte em escolas de vanguarda em Nova York. Ela percebeu como a arte ajudava crianças e adolescentes em seus processos de desenvolvimento pessoal. Nas décadas de 30 e 40, explorou a eficácia do trabalho com arte no campo da psicoterapia e da psiquiatria. Em 1947, publicou sua primeira pesquisa e, desde então, este campo se desenvolveu e ramificou em várias linhas e escolas.
No Brasil, surge no Hospital Psiquiátrico do Juqueri, em São Paulo, com estudos do médico psicanalista Osório César, que criou a Escola Livre de Artes Plásticas para tratar pacientes psiquiátricos no Hospital. Destaca-se também a importância de Nise da Silveira, psiquiatra Junguiana, que, em 1946, criou Atividades Expressivas Espontâneas no Hospital D. Pedro 2º, no Rio de Janeiro. Ela via o trabalho criativo como uma força curadora. Em 1952, ela funda o Museu de Imagens do Inconsciente no Rio, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos em modelagem e pintura, valorizando-os como documentos que abrem novas possibilidades para uma compreensão mais profunda do universo interior do esquisofrênico.
Posteriormente, no Brasil, em 1982 no Rio de Janeiro, Angela Phillipini fundou a Clínica Pomar, com abordagem Junguiana. Selma Ciornai, em São Paulo, criou e coordenou Curso de Especialização em Arteterapia, com início em 1989, com abordagem gestáltica e fenomenológico-existencial no Instituto Sedes Sapientiae, estendendo-se para o Infapa, em Porto Alegre, de onde vem minha formação.
A arteterapia com pacientes da oncologia pediátrica tem a sua especificidade e métodos próprios. Os exercícios meditativos e respiratórios são importantes como meio para aliviar a realidade tão doída e as tensões que advêm da dor. Por meio de vivências de meditação conduzida, ensina-se também o cliente a transitar pela fantasia para aliviar o que se torna às vezes incontrolável.
O uso da expressão plástica, do brinquedo e do desenho muda o foco da doença e leva-os a momentos de criação em que se estabelece uma fala com os pincéis e a tinta, possibilitando-lhes a verbalização do que não pode ser dito com palavras.
Nem sempre é possível intervir de modo a reverter o curso da doença. Na oncologia, transitamos entre possibilidades e limitações. O papel do arteterapeuta é de acompanhar o cliente até onde ele vai, dando-lhe suporte que lhe possibilite um entendimento da situação e para que ele encontre um sentido para a experiência que vivencia.
*Artista plástica e especializada em arteterapia pelo Instituto da Família (Infapa) em convênio com o Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo. Também fez estágio em arteterapia no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e no Centro de Convivência Turma do Ique, que trabalha com crianças com câncer
IRENE ESPÍNDOLA*
Fontes de consulta
- ‘Arteterapia Gestáltica: Uma Abordagem Fenomenológico-Existencial’, de Selma Ciornai. 7º Congresso Internacional de Psicopatologia da Expressão. Rio de Janeiro, 1998
- ‘Percursos em Arteterapia’, de Selma Ciornai. Editora Summus Editorial, 2005
Atelier Terapêutico
Os trabalhos em Atelier Terapêutico são desenvolvidos em grupo ou em trabalhos individuais. Atendemos em nosso atelier e tambem levamos o atelier até sua morada.Nos trabalhos arteterapêuticos utilizamos diferentes materiais como meio de expressão.
“Na fibra fiada ou entrelaçada,no fio tecido, no tecido bordado gravamos os nossos sentimentos,os nossos pensamentos,as nossas emoções.”
Abertas as inscrições para a V turma de Arteterapia no INFAPA






Jornada

Fiando,tecendo,colorindo e iluminando nesta nossa jornada fizemos descobertas,tantas!(veja mais fotos)
Foram momentos intensos onde limpamos e desembaraçamos a lã,transformamos em fio…lenta e progressivamente,separando as fibras,formamos mechas,fiamos o fio - Fiar…depositar confiança.As fibras separadas são frágeis, se rompem. Unidas se tornam fortes.Urdimos. Tecemos um emaranhado de fios e de pensamentos,dando forma e consistência.Iluminamos com fios em cera e com cera colocamos nossa marca em tramas de fios.Fizemos e desfizemos.Conectamos e desconectamos.Uma jornada de trocas,uma jornada de encontros.Uma jornada de vida. Obrigada a todas que lá estiveram.
Sexta feira da próxima semana, dia 24 de Julho:
(e a pedido: no Sábado: Mini-jornada para os que tem a sexta feira já comprometida: das 8:30 as 12:30)
Lãs, cera, fogo, tecidos, cores…
transparências da água,calor do fogo,pigmentos da terra…fiando lã…criando velas…tingindo telas,acalentando a alma,transformando emoções,abrindo possibilidades,compartilhando descobertas…tramando e tecendo nossas histórias.
Jornada de criatividade, arte e arteterapia - Espaço de trocas e descobertas:
Desde a fiação de lãs até a criação de velas originais… Passando pelo batik e o tear…
Descobrindo o potencial arteterapêutico de fazeres artesanais, quase artísticos… Sempre terapêuticos….
Uma jornada na qual, as trocas e descobertas podem dar lugar ao crescimento e transformação…
Profissionais:
Maria de Betânia Paes Norgren. Psicóloga e Arteterapeuta. AATESP: 005/1203
Angélica Shigihara de Lima. Professora e arteterapeuta. AATERGS: 001/0603
Margret Spohr. Artesã com formação em arteterapia. AATERGS : 070/0808
Na sexta feira 24 de Julho de 2009
Espaço:
Casimiro de Abreu 662 - Porto Alegre
Horário:
das 8:30 as 12:30
das 14:00 as 18:00
das 18:30 as 20:30
Materiais necessários:
- Inclusos no valor da inscrição.
Sugestão,Se conseguir:- contas, argolas, caracóis ou qualquer objeto para enfiar…- restos de lãs e/ou um novelo para a tecelagem.- giz de cera velho.
Vagas limitadas
Será um prazer esta troca de conhecimentos, momento de descobertas e reencontros.
INFORMAÇÕES: angeshigihara@yahoo.com.br
Bagagem
Exposição até dia 25 de julho no Centro Cultural Érico Veríssimo
Rua dos Andradas 1223 Sala Arquipélogo
ABRIMOS TODAS NOSSAS GAVETAS.
E ELAS SE TRANSFIGURARAM NESTA BAGAGEM TÊXTIL.
AMARILLI BONI LICHT . ANA NOROGRANDO . BARBARA BENZ . CARMEN LUCIA DENTI . CARMEN MARIA MACHADO NETTO . CELIA MARIA VON MENGDEN MEIRELLES . CELINA CABRALES . CHO DORNELES . DINORÁ BOHRER SILVA . EDUARDO DU PASQUIER . ELEONORA FABRE . ELISABETE DE PAULA . ELISABETH RODRIGUES DA CRUZ . FRANCISCA DUARTE DALLABONA . HENRIQUE SCHUCMAN . LENIR FAGUNDES ROMERO . LUCIA ISAIA . MARA MORAES DORATIOTTO . MARGRET SPOHR . MARIA DE LOURDES FLORES SOARES REIS . MARINELSA GEYER DE OLIVEIRA . MARTA SALDANHA . NARA GUICHON . SONIA MOELLER . STELLA GAZZANEO . SUZANA GRUBER . VERA JUNQUEIRA . ZORAVIA BETTIOL
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Arte Terapia no Chile
De 20 a 22 de agosto de 2009, será realizado o II Congresso Latinoamericano e III do Mercosul sobre Arteterapia em Santiago do Chile.
O objetivo geral do congresso é criar um envolvimento público para o diálogo, conhecimento, difusão, geração de rede e projeção profissional em torno dos aportes e benefícios da prática artística terapêutica nos diversos âmbitos da nossa sociedade.
Visite o site www.congresoarteterapia.uchile.cl para mais informações.

Mapa do congresso latinoamericano
















